ARTICULISTAS Joio ou trigo?
Quem é você, joio ou trigo?
O dono manda plantar trigo. De madrugada o inimigo vem e planta joio no meio. Quando os servos veem e perguntam “Quer que a gente arranque?”, a resposta de Deus é: “Não. Deixem crescer juntos até a colheita.” por LUIZ FERREIRA
23/07/2026 11h30
Por: Carlos Nascimento Fonte: por LUIZ CARLOS FERREIRA

Quem é você, joio ou trigo?

O dono manda plantar trigo. De madrugada o inimigo vem e planta joio no meio. Quando os servos veem e perguntam "Quer que a gente arranque?", a resposta de Deus é: "Não. Deixem crescer juntos até a colheita."

Por que Deus não deixa separar agora?

Pra não arrancar trigo junto com o joio  De longe joio e trigo são idênticos. Só dá pra diferenciar quando dá fruto. Se a gente for apressado pra "arrancar o errado", pode machucar quem ainda está crescendo. Deus tem paciência com processo.

Pra proteger o tempo de crescimento  

O joio revela quem ele é com o tempo. Muita gente hoje parece joio e amanhã vira trigo. Se Deus cortasse cedo demais, cortaria histórias que ainda não terminaram.
Porque a colheita é com Ele  

Os servos queriam resolver na força. Deus diz: "Eu vejo o todo. Eu sei a hora certa". O julgamento final não é nosso trabalho. Nosso trabalho é continuar sendo trigo onde fomos plantados.

E isso dói onde?

Dói porque convivemos com joio dentro da igreja, da família, do trabalho, e até dentro da gente. Dá vontade de arrancar, cancelar, expor, separar. 

Mas Deus prefere esperar. Ele prefere luz, tempo e fruto pra fazer a separação certa, sem injustiça.

Talvez Deus esteja dizendo pra nós hoje: "Não se distraia arrancando joio. Se preocupe em dar fruto como trigo". 

E também: "Confia. Nada que parece injusto agora vai ficar sem resposta na colheita."

Sobre o autor:
(*) Luiz Ferreira é articulista e analista político, com atuação voltada à leitura crítica da história política brasileira contemporânea. Acompanha de forma permanente os movimentos ideológicos, as relações de poder e os impactos das decisões governamentais na vida da sociedade. Seus textos priorizam a análise histórica, o debate público e a formação de opinião, com foco no interesse do cidadão comum.

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