O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) da Polícia Federal decidiu pela expulsão de Eduardo Bolsonaro da corporação. O número 3 exercia o cargo de escrivão.
Eduardo, o mais polêmico do clã Bolsonaro, já um bom tempo morando nos Estados Unidos, queria "ganhar no mole", como diz o ditado popular.
O filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro não faz nada nos Estados Unidos, não tem emprego nenhum. Vive de que? A pergunta é oportuna e pertinente.
A única explicação é o dinheiro arrecadado pelo pai, via Pix, em um total de R$ 17 milhões. Foram repassados para Eduardo, entre setembro de 2023 e junho de 2025, de R$ 2 milhões até mais de R$ 4 milhões.
Lembrando ao caro e atento leitor que o número 3 teve o mandato de deputado federal cassado pelo mesmo motivo: queria receber o salário sem trabalhar, sem dar "um prego no mamão", como diz a sabedoria popular.
Bolsonaristas bondosos, na sua santa ingenuidade, preocupados com a situação do ex-parlamentar, já pensam em uma nova remessa de Pix. Chega a ser hilariante.
Que coisa, hein! Os que têm pena do coitado do Eduardo Bolsonaro são os mesmos que torcem o nariz quando o assunto é o fim da escala 6x1. Tem até os que defendem a jornada de trabalho até o meio-dia de domingo.
Os bolsonaristas de Itabuna, importante cidade do sul da Bahia, estão prontos para uma nova remessa de Pix. Só esperam o sinal do clã Bolsonaro, mais especificamente do líder, que se encontra em prisão domiciliar.
O bordão bolsonariano Deus, Pátria e Família vai desmoronando. Usam o nome de Deus em vão, comemoram o tarifaço e coloca o clã Bolsonaro como prioridade.
E assim caminha a República Federativa do Brasil.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 22 DE JULHO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.