Em tempos de polarização estamos acompanhando uma situação que, em nenhum momento poderíamos imaginar.
Estou me referindo ao que vem ocorrendo observando a preparação das eleições do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia, em que o processo eleitoral está ocorrendo, ou tentando ocorrer, e se apresenta de forma inconcebível para quem se autodenomina defensores da sociedade, colocando suas vidas em defesa da mesma, são profissionais possuidores de controle emocional equilibrado, entre outras virtudes.
Essa disputa tem nos assustado devido às proporções e dimensões que chegaram. São histórias capazes de assustar todos aqueles que acompanham o certame, e partindo de pessoas que supostamente trabalham no combate à criminalidade e auxílio da justiça na aplicação da lei, ao ouvirmos rumores que envolvem extorsão, desvios de verbas, uso de influências políticas e administrativas, Fake News, utilização de acusações infundadas, manipulação de informações, mentiras, desobediências judiciais, desmandos administrativos, abusos financeiros, assédios, todas as suspeitas estão relacionadas a atual gestão da entidade, situações dignas de comparação com as mais absurdas investigações que vem ocorrendo na atualidade, com todas as suas nuances de atividades criminosas.
Colocando em xeque a credibilidade de mulheres e homens que saem todos os dias de suas residências, e tem como labor o enfrentamento dessas mazelas sociais aqui expostos, entre outras. Diante disso a pergunta é, como se sustenta as reivindicações de uma categoria profissional que luta por reconhecimento e melhorias salariais têm como justificar, se é que existe justificativa! para sustentar sua luta reivindicatória? Quando não conseguem perceber e combater as irregularidades que ocorrem em sua própria entidade de classe, passando despercebido os desvios de condutas, como fica a credibilidade perante a sociedade para exigir seu apoio? Quando paira sobre sua entidade de classe e sua diretoria, uma nuvem tão negra quanto a que paira sobre as cabeças daqueles que têm que ser conduzidos em suas missões.
Uma categoria que se deixa envolver em uma narrativa comprometedora dignas das tramas recorrentes das atividades partidárias, observando que uma entidade classista não é partido político, e sim de defesa de uma classe de trabalhadores, sem deixar de manter a consciência política de cada associado como cidadão e como trabalhador.
Voltando a polarização, não é ela que determina a luta classista e sim as demandas desta categoria através da união e coesão de seus filiados, os quais devem deliberar e decidir os rumos de sua associação classista, suas reivindicações, necessidades e lutas diversas de categoria.
(*) Marcos Antonio de Souza.
Formado em Licenciatura Plena em Educação Física – UCSAL
Mestre em Segurança Pública, Justiça e Cidadania – UFBA
Especializações:
Metodologia do Ensino Superior – FESP/ UPE.
Prevenção da Violência, Promoção da Segurança e Cidadania – UFBA.
Planejamento Estratégico – ADESG.
Inteligência Estratégica – ADESG.
Gestão da Investigação Policial, do Programa de Desenvolvimento Permanente
Para Gestões da Polícia e da Polícia Técnica – Fundação Luís Eduardo Magalhaes –
Academia de Polícia Civil.