Veja, caro e atento leitor, a que ponto chegou o nosso Brasil, cada vez mais chafurdado no lamaçal da corrupção. É um escândalo atrás do outro. Um hoje, outro amanhã.
A eleição para o cargo mais importante da República sem nenhuma discussão sobre os problemas do país, com os grupos políticos dos pré-candidatos disputando o "troféu" de quem roubou menos.
Um pleito presidencial polarizado entre dois pré-candidatos com uma preocupante imagem negativa: Lula (PT) com 54% e Flávio Bolsonaro (PL) 60%, segundo levantamento da Latam Pulse Brasil.
Como não bastasse essa falta de confiança nos dois protagonistas da odienta polarização, temos um Congresso Nacional que entristece o cidadão e a cidadã.
David Alcolumbre, presidente do Senado, tem apenas 2% de imagem positiva. A negativa é de 90%. Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, 3% de imagem positiva e 88% de negativa.
Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, legenda que abriga o clã Bolsonaro, sendo alvo da Polícia Federal. O mesmo acontecendo com Jaques Wagner (PT), ex-líder do governo Lula no Senado.
Outro detalhe é que a oposição critica o governo Lula e faz a mesma coisa, em um inominável cinismo. Fala do chamado "pacote de bondades" na véspera das eleições, mas tem o seu.
O governador de São Paulo, bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos), pré-candidato à reeleição, acaba de publicar o seu "pacote de bondades", que permite transferências de recursos públicos às prefeituras do interior, obviamente as que vão apoiar o segundo mandato do chefe do cobiçado comando do Palácio dos Bandeirantes.
Quem acompanha a modesta Coluna Wense sabe que gosto de usar ditados populares para ilustrar o comentário sobre o movediço, cruel e traiçoeiro mundo da política.
Dois ditados se encaixam como uma luva na análise de hoje: "quem tem telhado de vidro não atira pedras ao do vizinho" e "macaco não olha para o próprio rabo".
E assim caminha a República Federativa do Brasil
COLUNA WENSE, SÁBADO, 04 DE JULHO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.