Essa insistência de Jaques Wagner em continuar como líder do governo Lula no Senado é a prova inconteste de que o parlamentar é adepto do "primeiro eu", que se dane o PT, lulopetismo e, mais especificamente, à reeleição do petista-mor. Ora, ora, para o Partido dos Trabalhadores, o quarto mandato de Lula é infinitamente mais importante do que à sobrevivência política de Wagner.
Ou Lula afasta o companheiro da liderança ou a "vaca" da reeleição vai para o brejo.
A conjuntura pede o afastamento. Do contrário, Wagner será o maior "cabo eleitoral" do também senador e presidenciável Flávio Bolsonaro, o número 1 do "mito" da direita brasileira.
(COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2026)
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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