Nunca na história recente do SINDPOC - Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia, se viu algo tão grave e revoltante: fichas de filiação de policiais civis encontradas no lixo, rasgadas, contendo fotos, endereços, telefones, redes sociais e outros dados pessoais de servidores da segurança pública.
Fichas de Filiados do SINDPOC Jogadas no Lixo
Trata-se de uma situação extremamente grave. Policiais civis lidam diariamente com criminosos, organizações marginais e investigações sensíveis. A exposição indevida dessas informações representa risco real à integridade física e à segurança desses profissionais e de suas famílias.
Além da gravidade envolvendo a guarda de dados pessoais, a categoria já convive há tempos com uma gestão marcada por denúncias, questionamentos e ausência de respostas convincentes. Agora, mais um escândalo atinge diretamente a credibilidade da entidade sindical.
A irresponsabilidade na proteção dessas informações, em meio a um processo eleitoral cercado de desconfiança, exige apuração rigorosa e transparente. A CORREPOL - Corregedoria da Polícia Civil, no exercício de sua função institucional de apurar possíveis desvios de conduta envolvendo servidores policiais civis, precisa acompanhar o caso com a seriedade que a situação exige.
Diariamente, novos episódios envolvendo a direção do sindicato vêm à tona, enquanto a atual gestão parece insistir em subestimar a inteligência da categoria. A indignação dos filiados cresce diante do silêncio, da omissão e da falta de esclarecimentos concretos.
O desaparecimento e o descarte de fichas de filiação levantam questionamentos graves sobre a segurança, o controle e a lisura na administração documental da entidade. Não se trata apenas de falha administrativa. Estamos falando de documentos oficiais contendo dados sensíveis de policiais civis da Bahia.
O caso se torna ainda mais estranho diante da proximidade das eleições para a direção do sindicato. Ao que tudo indica, três chapas deverão disputar o comando da entidade: a da atual diretoria e duas chapas de oposição. Nesse contexto, surgem dúvidas inevitáveis entre os filiados.
A pergunta que ecoa dentro da categoria é direta e precisa ser respondida com absoluta clareza: as fichas descartadas ou desaparecidas pertencem justamente a filiados identificados como simpatizantes das chapas de oposição?
Se houver qualquer indício de extravio proposital, manipulação ou desaparecimento seletivo de documentos, o episódio deixa de ser apenas um problema administrativo e passa a assumir contornos ainda mais graves, podendo configurar crime e violação da confiança dos filiados.
Não é admissível tratar com normalidade o desaparecimento de documentos que estavam sob responsabilidade direta da entidade sindical. A guarda dessas informações exige controle, segurança, responsabilidade e transparência.
A categoria tem o direito de saber o que aconteceu, quantas fichas desapareceram, quem tinha acesso aos arquivos e se houve negligência, falha grave ou ação deliberada. Explicações superficiais apenas aumentam a desconfiança e aprofundam a crise de credibilidade enfrentada pelo sindicato.
Diante da gravidade dos fatos, é indispensável uma investigação séria, independente e transparente. Os responsáveis precisam ser identificados e as providências adotadas com rigor.
Entidade sindical existe para defender os interesses dos policiais civis, não para expor dados pessoais de seus filiados ao lixo, ao abandono e ao risco.
*COMENTE A MATÉRIA E COMPARTILHE, assim você estará apoiando o jornalismo independente!*
*INSCREVA-SE* no Canal do YouTube do PÁGINA DE POLÍCIA - @tvpaginadepolicia
Clique no *"GOSTEI"* e COMPARTILHE...: