ARTICULISTAS “Patinho feio”
E ASSIM CAMINHA A REPÚBLICA DO BRASIL
A prerrogativa do presidente da República de plantão de indicar o nome para compor o Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário, vem sendo questionada. por MARCO WENSE
13/05/2026 12h20
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 12.05.2026.

A prerrogativa do presidente da República de plantão de indicar o nome para compor o Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário, vem sendo questionada. 

O caro e atento leitor diria que a indicação tem que passar pela aprovação do plenário do Senado, depois do indicado ter sido sabatinado pelos parlamentares. 

Ora, ora, a decisão da Câmara Alta é política. Os imprescindíveis critérios do notável saber jurídico e da reputação ilibada são desdenhados, jogados na lata do lixo. O exemplo mais recente aconteceu com Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula.

David Alcolumbre, presidente da Casa Legislativa, se juntou com Flávio Bolsonaro para derrubar a indicação do petista-mor. No acordão, o engavetamento da CPI do Banco Master e a aprovação da Lei da Dosimetria. 

Outro ponto é o estado de suspeição, que termina colocando em dúvida à imparcialidade do julgador. É o que vai acontecer com o pedido de revisão criminal do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. 

O relator da revisão criminal é o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, então chefe do Palácio do Planalto. O escopo da ação é anular a condenação por tentativa de golpe de Estado. 

O engraçado é que o ex-presidente, que sempre falava das "quatro linhas da Constituição", foi o primeiro a passar por cima, dando um chega pra lá na Lei Maior, na nossa Carta Magna.

O sentimento de gratidão vem à tona. O indicado para o STF pelo presidente da República vai ficar eternamente grato pela indicação. A parcialidade é o câncer do sistema jurídico. 

O preceito constitucional da independência e harmonia entre os Poderes da República tem um bom tempo soterrado. Ninguém toca mais no assunto. O dispositivo é o "patinho feio" da Lei Maior. 

Todo esse imbróglio, decorrente dessa odienta polarização lulismo versus bolsonarismo, termina contribuindo para a preocupante desaprovação que atinge os três Poderes da República.

A judicialização da política é a prova inconteste de que o Congresso Nacional é incompetente, não resolve seus impasses.

E assim caminha a República Federativa do Brasil.

COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 12.05.2026.

Sobre o autor:

(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.

Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.

🌐 COLUNA DO AUTOR:

*COMENTE A MATÉRIA E COMPARTILHE, assim você estará apoiando o jornalismo independente!*

*INSCREVA-SE* no Canal do YouTube do PÁGINA DE POLÍCIA - @tvpaginadepolicia

Clique no *"GOSTEI"* e COMPARTILHE...: