ARTICULISTAS “Tábua de salvação”
A DESISTÊNCIA DE LULA NÃO ESTÁ DESCARTADA
Na modesta opinião da Coluna Wense, o melhor caminho para evitar a volta do bolsonarismo ao poder maior da República é uma agradável surpresa que se chama Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento, pré-candidata ao Senado pelo Estado de São Paulo.  por MARCO WENSE
30/04/2026 10h38 Atualizada há 1 mês
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, QUINTA-FEIRA, 30.04.2026 

E se o presidente Lula desistisse de disputar o quarto mandato? Quem seria o candidato do PT? Seria obrigatoriamente um petista? 

E se não fosse do Partido dos Trabalhadores? A pergunta é pertinente porque o lulopetismo gosta muito de apoio mas detesta apoiar. Em duas oportunidades deu um chega pra lá em Ciro Gomes. 

Pelo PT, somente dois nomes: Camilo Santana, ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará, e Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e ex-presidenciável. 

Camilo Santana seria um desastre. Não tem força eleitoral. O bolsonarismo iria agradecer. Haddad é a melhor opção, já foi testado e teve um bom desempenho. 

O problema, em relação a Fernando Haddad, é o Estado de São Paulo. O ex-ministro é pré-candidato na sucessão do governador Tarcísio de Freitas, que busca o segundo mandato pelo Republicanos. 

Se não tiver um candidato competitivo na sucessão do Palácio dos Bandeirantes, fica difícil sair vitorioso no pleito presidencial. Lembrando ao caro e atento leitor que o Estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do Brasil. 

O lulopetismo teria que convencer Geraldo Alckmin (PSB), que já foi duas vezes governador de São Paulo pelo PSDB, a ser o principal adversário de Tarcísio de Freitas. O vice-presidente da República não quer nem ouvir falar sobre essa possibilidade. 

O Estado de São Paulo está para o bolsonarismo, com a pré-candidatura à Presidência da República de Flávio Bolsonaro (PL), assim como o Nordeste para o lulismo, que é a "tábua de salvação" da reeleição de Lula. 

SIMONE TEBET

Na modesta opinião da Coluna Wense, o melhor caminho para evitar a volta do bolsonarismo ao poder maior da República é uma agradável surpresa que se chama Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento, pré-candidata ao Senado pelo Estado de São Paulo. 

Tebet, além de ser portadora de um invejável carisma, competência e inteligência, é boa de debate, no olho no olho, frente a frente com os adversários. O bolsonarismo não quer nem ouvir falar da substituição de Lula por Simone Tebet.

A consequência imediata da candidatura de Tebet seria um enfraquecimento da odienta polarização do lulismo versus bolsonarismo. Tebet ressuscitaria a chamada "terceira via". 

Outro ponto é que Simone Tebet, mesmo tendo o apoio do PT, atrairia o eleitorado antipetista e antibolsonarista, que não quer à reeleição de Lula e, muito menos, a eleição de Flávio Bolsonaro, que além de ser um presidenciável despreparado, sem nenhuma condição de governar o Brasil, iria passar todo o mandato resolvendo as brigas no clã Bolsonaro por espaços no governo, obviamente que me refiro aos filhos 2, 3 e 4 de Jair Messias Bolsonaro, sem falar da madrasta Michelle Bolsonaro, cujo relacionamento com os enteados é o pior possível, principalmente com o pré-candidato Flávio Bolsonaro, o primogênito do ex-morador do Alvorada.

Vai ser um Deus nos acuda. 

O que se comenta, à boca pequena, é que Eduardo Bolsonaro, hoje morando nos Estados Unidos, o "pai" brasileiro do tarifaço trumpiniano, já estaria com sua reivindicação pronta: ser ministro das Relações Exteriores. 

A eleição de Simone Tebet significaria uma virada na página da República, um novo rumo, um chega prá lá na odienta polarização que vem enterrando o Brasil.

COLUNA WENSE, QUINTA-FEIRA, 30.04.202

Sobre o autor:

(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.

Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.

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