O crime organizado só cresce no Brasil, e em especial na Bahia, porque os políticos atuais falharam. Enquanto facções dominam bairros, controlam presídios e infiltram prefeituras, quem está no poder troca cargos por silêncio e verbas por proteção.
Não dá mais para aceitar deputados e prefeitos que negociam com o crime ou fazem vista grossa em troca de votos. Na última eleição, um candidato da cidade de Feira de Santana, com uma péssima reputação, foi eleito deputado estadual, com total e irrestrito apoio da bancada governista, resultado o deputado encontra-se atualmente preso, e mesmo assim o governador e seu grupo, reitera o apoio ao preso-deputado estadual, que busca a reeleição.
Já dizia o saudoso Otávio Mangabeira: "Pense em um absurdo, na Bahia tem precedente".
Combater o crime organizado exige tirar do poder quem lucra com ele. Precisamos eleger gente que não tenha rabo preso: que corte o financiamento das facções, enfrente a corrupção nas polícias e no sistema judiciário, e acabe com os esquemas de licitação que lavam dinheiro do tráfico. Até hoje, passado quase seis anos, a justiça não conseguiu colocar atrás das grades o larápio dos R$ 49 milhões, lesados do erário público, para comprar respiradores, na epidemia do covid-19.
A conta é simples: os mesmos políticos de sempre vão produzir os mesmos resultados de sempre. Se quisermos ruas seguras e Estado presente, a mudança começa nas urnas. Fora quem compactua. Temos que eleger quem tem coragem de enfrentar, quem valorize os homens e mulheres que fazem a segurança pública, que se expõem verdadeiramente, e não só aqueles que ficam em confortáveis gabinetes, no ar-condicionado.
Porque crime organizado não se combate com discurso. Se combate trocando quem manda.A Bahia já não mais necessita combater o crime organizado, precisa retirar do poder quem está há mais de dezoito anos, financiando o crime, fingindo que o combate e expondo os operadores da segurança pública a um perigo incontrolável, que muitas das vezes é pago com a própria vida de um policial.
Não adianta nada o estado trazer sob comoção um herói em um ataúde, coberto com a bandeira do estado, em cima de carro de corpo de bombeiros e com salva de tiros, ao descer o túmulo . O que o herói quer, é voltar para casa e abraçar seus filhos, sua família e ter um salário digno para viver.
Sobre o autor:
(*) Luiz Ferreira é articulista e analista político, com atuação voltada à leitura crítica da história política brasileira contemporânea. Acompanha de forma permanente os movimentos ideológicos, as relações de poder e os impactos das decisões governamentais na vida da sociedade. Seus textos priorizam a análise histórica, o debate público e a formação de opinião, com foco no interesse do cidadão comum.
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