De agora em diante é uma pesquisa atrás da outra. Nenhuma apontando que tal presidenciável pode liquidar a fatura logo no primeiro turno.
Tem enquete que coloca Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na frente de Flávio Bolsonaro e a que diz que o pré-candidato do PL está na dianteira.
Em comum, a posição de terceiro lugar para Ronaldo Caiado (PSD), outro representante da direita no pleito presidencial de 2026.
Já disse aqui que a candidatura de Caiado é a "tábua de salvação" do legítimo desejo do petista-mor de permanecer por mais quatro anos morando no Palácio do Alvorada.
A principal consequência política de uma eventual desistência de Caiado é o crescimento do filho número 1 do ex-presidente Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto.
Quase 80% dos eleitores de Caiado votariam em Flávio Bolsonaro se o caismo abrir mão de disputar o cargo mais cobiçado da República.
A desistência de Caiado, a desaprovação ao governo e a alta rejeição a Lula podem levar a vitória do bolsonarismo na primeira etapa eleitoral.
Outra "tábua de salvação" é o chamado "Pacote de Bondades", que será lançado pelo governo Lula 3, atingindo, principalmente, os moradores da parte de baixo da pirâmide social.
O lulopetismo acredita no desgaste de Flávio Bolsonaro com o começo dos debates entre os presidenciáveis. Já o ex-governador de Goiás anda insinuando que Flávio não tem competência para ser presidente da República, que seria um desastre para o País.
E Romeu Zema, do Novo? Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que sua pré-candidatura não pode ser levada a sério. Ele quer ser vice de Flávio Bolsonaro.
O discurso do ex-governador de Minas para justificar a desistência já está pronto. Vai dizer que o Brasil não suporta mais um governo Lula 4, que é preciso unir o antipetismo. Zema, que teve seu nome citado na CPI do INSS, só engana os incautos e desinformados.
Concluo dizendo que tem muita água para passar sob a ponte da sucessão do petista-mor. Salta aos olhos que muito mais suja do que limpa.
Lula e Caiado estão de mãos dadas na missão de evitar o crescimento da candidatura de Flávio Bolsonaro.
Nesse ponto são companheiros, aliados de carteirinha.
(COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 15.04.2026)
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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