O pega-pega no clã Bolsonaro continua a todo vapor, com a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, sendo o principal alvo dos filhos do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
Todo dia tem um atrito entre a madrasta e os enteados. Fico a imaginar o que acontece nos bastidores, nas conversas reservadas que não chegam aos meios de comunicação.
Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o relacionamento de Michelle com os filhos 1,2,3 e 4 nunca foi bom, tanto no aspecto familiar como político.
O último imbróglio entre a madrasta e os enteados ocorreu com Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro, e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, hoje morador dos Estados Unidos, que se sente honrado quando é mencionado como o "pai brasileiro" do tarifaço de Trump.
Em uma indireta direcionada para a madrasta, Carlos disse que quem não apoia o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro está "traindo o próprio Jair Bolsonaro". E mais: "Se já agem assim agora, imagine depois com mandato na mão".
Salta aos olhos, que não precisam ser tão grandes e arregalados como os da coruja, que o ex-edil se referiu à candidatura de Michelle ao Senado. Uma maneira enviesada de tirar votos da madrasta, tida como inconfiável pelos irmãos Bolsonaro.
E onde entra o filho número 3 nesse bafafá? Perguntaria o caro e atento leitor. O "patriota" repostou a publicação de Carlos nas redes sociais, pedindo aos bolsonaristas que não votem "em quem não apoia Flávio".
Quem vem adorando o pega-pega entre a madrasta e os enteados é o lulismo. Cada briga entre eles é efusivamente comemorada, oxigenando o otimismo da reeleição do petista-mor.
E o ex-presidente Bolsonaro como fica diante desses imbróglios no clã Bolsonaro? Que situação, hein! Se correr o bicho pega (desagradar sua esposa), se ficar o bicho come (criar problemas com os filhos).
Concluo dizendo que o vale-tudo para conquistar o poder, assentado no ensinamento maquiavélico de que os fins justificam os meios, é inerente ao mundo da política, que costumo dizer que é movediço, cruel e traiçoeiro.
Nesse ponto da busca desenfreada e sem escrúpulos pelo poder, esquerda, direita, centro e suas variantes são farinhas do mesmo saco ou, se o caro e atento leitor preferir, bananas do mesmo cacho.
COLUNA WENSE, DOMINGO, 05.04.2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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