Nesta Semana Santa quem percorrer o caminho até o Santuário de Nossa Senhora das Graças, no distrito de Biribeira, em Dias D’Ávila, vai pisar em chão novo. Os mais de seis quilômetros que separam a cidade da Comunidade Cristã fundada pelo Padre Paulo Avelino ganharam pavimentação com a obra realizada pelo Governo da Bahia, através da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra), e trazendo mais segurança e desenvolvimento para a região.
A maior parte da via foi pavimentada com piso intertravado, obrigando o veículo a reduzir a velocidade, uma medida essencial para um trecho frequentado por peregrinos que, muitas vezes, fazem o percurso a pé ou de bicicleta. Uma pequena parte está em asfalto convencional e, ao longo de todo trajeto também foram implantadas calçadas e ciclofaixa.
Batizada de Avenida Nossa Senhora das Graças, a obra foi entregue no dia 24 de março pelo governador Jerônimo Rodrigues. Para o secretário de Infraestrutura, Saulo Pontes, a nova avenida “é uma intervenção que além de facilitar a mobilidade urbana, integra a infraestrutura rodoviária ao turismo religioso, criando condições para que a fé e o desenvolvimento econômico caminhem juntos no estado", afirma.
É na dimensão simbólica que o Padre Avelino encontra as palavras para definir a importância dessa nova estrada, “é o caminho, e caminho sempre leva para algum lugar. Neste caso, a Avenida Nossa Senhora das Graças é o caminho que leva para Deus. As pessoas agora têm como chegar a Cidade Santa”.
A nova via é fruto de duas intervenções integradas realizadas na região. A pavimentação de 3,00km da via marginal à BA-512 e construção de ciclovia no Acesso a Dias D’Ávila e a segunda, a pavimentação no trecho Nova Dias D’Ávila - Cidade Santa (Beribeira), com 6,10 km. Juntas as obras tiveram um investimento de R$ 11,4 milhões.
Um lugar escolhido em oração
A Cidade Santa nasceu em 2016, quando o padre Paulo Avelino procurava um local para a implantação da comunidade e após visitar outros terrenos, enxergou naquele chão algo maior que a paisagem. Para ele a escolha do lugar não foi uma escolha pessoal, mas feita por Deus, em oração.
Desde então, o que era campo aberto virou um complexo religioso com quatro capelas, restaurante, cafés, área coberta para abrigar cerca de 5 mil fiéis e está em construção o Recanto da Misericórdia que deve acolher cerca de 30 mil pessoas em eventos.
Fonte: Ascom/Seinfra