Voltei há pouco de Punta del Este, e ainda carrego aquela sensação boa de quem esteve em um lugar que mistura elegância com simplicidade, movimento com silêncio, sofisticação com natureza. Fui com minha esposa, sem grandes expectativas além de descansar, mas a cidade entrega mais do que isso. Ela envolve.
Logo nos primeiros dias, entendi por que tanta gente fala desse pedaço do Uruguai como um refúgio especial. Há algo diferente no ar. Talvez seja o encontro das águas no La Barra, talvez o ritmo tranquilo das ruas ou o jeito acolhedor das pessoas. Nada parece forçado ali.
Um dos lugares que mais me marcou foi a famosa Playa Brava, onde está a icônica escultura La Mano. Confesso que ver aquela mão emergindo da areia ao vivo tem um impacto diferente das fotos. É simples, mas simbólico. Ficamos um tempo ali, observando o movimento, o som das ondas mais fortes, o vento constante. Já na Playa Mansa, a história muda completamente. Águas calmas, pôr do sol daqueles que fazem a gente parar e esquecer da vida.
Falando em pôr do sol, um dos momentos mais bonitos da viagem foi na Casapueblo. O lugar, que já é uma obra de arte por si só, ganha outra dimensão quando o sol começa a cair. Ficamos em silêncio, só observando. É o tipo de experiência que não precisa de legenda.
Também exploramos o centro, com suas lojas, cafés e restaurantes charmosos. A gastronomia ali merece destaque. Entre carnes, frutos do mar e vinhos locais, cada refeição vira um evento. Sem exagero.
Outro ponto que vale muito a visita é o Puerto de Punta del Este. Além de bonito, é um lugar vivo. Vimos leões-marinhos de perto, circulando tranquilamente entre os barcos, como se fossem donos do lugar. E talvez sejam mesmo.
O que mais me chamou atenção, no fim das contas, foi o equilíbrio da cidade. Punta del Este consegue ser sofisticada sem ser distante, turística sem ser cansativa, movimentada sem perder a paz. É um destino que agrada tanto quem quer agito quanto quem busca silêncio.
Voltei com a sensação de que ainda há muito para descobrir por lá. E talvez esse seja o maior mérito do lugar: ele não se esgota numa única visita.
Sobre o autor:
(*) Bel. Luiz Carlos Ferreira de Souza
Brasileiro, baiano, casado, 63 anos, Servidor público aposentado pelo Estado da Bahia, Residente no Rio Grande do Sul e Rubro-negro das antigas, ex-diretor da Colônia Penal de Simões Filho/BA.
Articulista e analista político, com atuação voltada à leitura crítica da história política brasileira contemporânea. Acompanha de forma permanente os movimentos ideológicos, as relações de poder e os impactos das decisões governamentais na vida da sociedade. Seus textos priorizam a análise histórica, o debate público e a formação de opinião, com foco no interesse do cidadão comum.
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