ARTICULISTAS “Fuzuê”
O ENTEADO E A MADRASTA
Segundo o site Metrópoles, está em curso uma manobra para substituir o senador-presidenciável Flávio Bolsonaro pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ambos do PL.  por MARCO WENSE
25/03/2026 12h42
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 25.03.2026.

Segundo o site Metrópoles, está em curso uma manobra para substituir o senador-presidenciável Flávio Bolsonaro pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ambos do PL. 

O plano B seria Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo pelo Republicanos, que já declarou, em alto e bom som, que vai disputar à reeleição para o cobiçado comando do Palácio dos Bandeirantes. 

O site diz que "aliados de Tarcísio de Freitas e de Michelle Bolsonaro nutrem uma esperança remota de que a prisão domiciliar leve o ex-presidente Jair Bolsonaro a desistir de lançar o filho Flávio ao Palácio do Planalto em 2026"

Para o site, que tem privilegiadas e invejáveis fontes, o contato diário de Michelle com Bolsonaro pode convencer o marido a mudar de ideia, o que provocaria um gigantesco "fuzuê", como diz a expressão popular.

Não acredito nessa reviravolta. Ela só aconteceria se o filho primogênito do ex-morador do Alvorada estivesse em uma posição desconfortável nas pesquisas de intenções de voto, o que não é o caso. 

Pesquisa da Atlas/Bloomberg, com o resultado divulgado hoje, quarta (25), diz que Flávio venceria Lula no segundo turno do pleito presidencial: 47,6% versus 46,6%. O instituto ouviu 5.028 pessoas entre a última quarta-feira (18) e segunda (23). 

Como não bastasse, "a aprovação de Lula cai para 45,9% e desaprovação sobe a 53,5%. A avaliação positiva do governo recuou para 40,6% enquanto percepção negativa avançou para 49,8%".

A "alegria" do lulopetismo fica por conta do primeiro turno, com Lula 45,9% e Flávio 40,1%. Mas com a inclusão de Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás, e Romeu Zema (Novo), governador de Minas, respectivamente 3,7% e 3,1%. 

Diria que a maioria esmagadora do eleitorado de Caiado e Zema, com uma eventual desistência de um ou do outro, votaria em Flávio Bolsonaro, o que seria o "voto útil" antipetista. Essa modalidade de voto costuma definir uma eleição.

O percentual de votos em Michelle e Tarcísio é quase que o mesmo de Flávio, tanto no primeiro turno como na segunda etapa eleitoral. 

Concluo dizendo que Michelle Bolsonaro vai dando claros sinais de que não ficou nada satisfeita com a decisão de Bolsonaro de apoiar Flávio. 

Com efeito, a frieza de Michelle com à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro salta aos olhos, que não precisam ser do mesmo tamanho e arregalados como os da coruja. 

Agora é esperar se o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, hoje em prisão domiciliar, vai ceder aos apelos da ex-primeira-dama, madrasta do enteado Flávio Bolsonaro.

COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 25.03.2026.

Sobre o autor:

(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.

Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.

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