A executiva estadual do Republicanos se reuniu para discutir a sucessão do governador Jerônimo Rodrigues, que legitimamente busca o segundo mandato, via instituto da reeleição.
Diante de uma determinada situação que salta aos olhos, o aconselhável é recuar, sob pena do tiro sair pela culatra. Depois não adianta chorar o leite derramado.
O Republicanos, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), tem que reconhecer que não há espaço na majoritária encabeçada por ACM Neto, pré-candidato a governador pelo União Brasil.
Em relação ao Senado, as duas vagas são dadas como favas contadas, com João Roma, presidente estadual do PL, e o senador Angelo Coronel (reeleição), que deve escolher o União Brasil como seu novo abrigo partidário.
A possibilidade do deputado federal bispo Márcio Marinho, dirigente-mor do Republicanos, e Marcelo Nilo, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado, de sair candidatos ao Senado na chapa oposicionista é zero.
O caro e atento leitor perguntaria sobre a vice de ACM Neto. Essa possibilidade não está literalmente descartada, já que os cotados podem se filiar ao Republicanos na próxima janela partidária. São três exemplos: o chefe do Executivo de Feira de Santana, José Ronaldo, a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, ambos do União Brasil, e o alcaide de Jequié, Zé Cocá (PP).
O bom conselho para Márcio Marinho e Marcelo Nilo está assentado na sabedoria popular de que "é melhor um pássaro na mão do que dois voando". Obviamente que falo de política. Os pássaros devem sempre estar voando.
O bispo buscando sua re-reeleição para à Câmara dos Deputados e Marcelo Nilo o retorno ao Parlamento estadual, com a promessa de ACM Neto de que será seu candidato à Presidência da Casa Legislativa se eleito governador da Bahia no pleito de 2026.
Márcio Marinho e Marcelo Nilo são dois "cachorros" grandes. Mas não podem enfrentar os outros dois que têm o "latido" mais forte: João Roma, que representa o bolsonarismo, o eleitorado da direita, e o senador Angelo Coronel como vítima do lulopetismo, da majoritária puro-sangue.
E aí nao tem como não lembrar do saudoso e inesquecível Leonel de Moura Brizola: "A política ama a traição e odeia o traidor", dizia o bom gaúcho.
Ainda tem muita água para passar sob a ponte da sucessão estadual, água limpa e suja.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 04.03.2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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