O que chamou atenção em todo esse imbróglio envolvendo a composição da majoritária da base aliada governista foi o comportamento do Avante.
A legenda, presidida pelo empresário Ronaldo Carletto, se acomodou. O partido elegeu, na última sucessão municipal, 60 chefes de Executivo, atingindo todas as regiões do estado.
O Avante saiu vitorioso em importantes cidades, como Brumado, Guanambi, Canavieiras e Camamu. Lembrando ao caro e atento leitor que em 2020, o partido elegeu apenas os prefeitos de Saubara, Canápolis, Santaluz e Jandaíra.
Foi um alívio para o lulopetismo à acomodação de Carletto diante do pega-pega em torno da chapa. Já pensou se a sigla resolvesse entrar na disputa pela vice, peitando o MDB dos irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel?
O que teria provocado o cruzar dos braços do presidente estadual do Avante, que até sumiu do noticiário político? A falta de interesse de Carletto em relação a majoritária saltou aos olhos.
O que se comenta no staff governista e da oposição é que Carletto estaria satisfeito em ser o suplente do ministro Rui Costa (PT), pré-candidato ao Senado da República.
O dirigente-mor do Avante, com uma eventual reeleição de Lula, com Rui Costa voltando a ser ministro, assumiria a vaga de senador.
Todo esse emaranhado político fortalece a sabedoria popular de que "não existe almoço de graça na política". Costumo dizer que os menos espertos dão beliscão em azulejo. E com as unhas grandes.
Quem corre atrás de dois coelhos, termina não pegando nenhum. Ronaldo Carletto escolheu o "coelho" da suplência de Rui Costa.
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 24.02.2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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