O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem pela frente a missão de mostrar que é "diferente" do pai Jair Messias Bolsonaro, que se encontra preso na Papudinha por protagonizar a trama golpista de 8 de janeiro de 2023.
Falo do racismo, da comunidade LGBT, da misoginia e de vários preconceitos. Outro ponto é que o parlamentar, pelas pesquisas encomendadas pelo bolsonarismo, tem sua imagem ligada aos militares.
Flávio não quer nenhuma foto com o mano Eduardo Bolsonaro sendo divulgada. O filho número 3 mora nos Estados Unidos. É sustentado por bondosos bolsonaristas, via Pix.
Matéria do g1, edição de 21 de agosto de 2025, diz, com base em dados do Coaf, que R$ 30,57 milhões caíram na conta do ex-presidente Bolsonaro em um ano. Via Pix foram R$ 19,2 milhões em 1,2 milhão de transferências. Uma boa parte do faz-me rir foi enviada para o filho número 3.
Lembrando ao caro e atento leitor que Eduardo Bolsonaro foi o "brasileiro" que mais comemorou o tarifaço de Donald Trump. Seu "patriotismo" é de mentirinha. Vive hoje isolado. É considerado o "patinho feio" do clã Bolsonaro.
O grande problema do presidenciável Flávio é Michelle Bolsonaro. O pega-pega entre a ex-primeira-dama e o enteado está muito longe de ser pacificado. Brigam até em relação a divisão de horários para visitar o ex-presidente.
A coisa tá feia. Nos bastidores, o nível é baixíssimo. O enteado chegou a dizer, sobre a visita da filha mais velha de Michelle e do seu irmão, que eles "não eram da família", o que deixou a madrasta bastante irritada.
O coronel da PM André Costa, uma espécie de assessor de comunicação de Michelle, não perde a oportunidade de demonstrar que é contra à pré-candidatura de Flávio. E faz isso naturalmente, sem nenhuma reprimenda da líder do PL Mulher.
Esse desentendimento no clã Bolsonaro e na direita passa a ser o maior "cabo eleitoral" da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o petista-mor.
O enteado e a madrasta são bons atores. Quando se encontram, é como se não houvesse nada. O pega-pega é uma invencionice da oposição. Nos bastidores, a civilidade deixa de existir.
É aconselhável tirar as crianças da sala.
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 24.02.2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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