O problema maior da política, por mais paradoxal que seja, não são os políticos. Oxente! diria o bom nordestino, mais especificamente o da Bahia.
A gigantesca preocupação é o crescimento dia a dia de que os homens de bem vão se afastando da política como o diabo da cruz. Quando um deles resolve aceitar o convite para ser candidato, a família vai logo em cima. Quando ela é religiosa, lança mão do "pelo amor de Deus".
O MDB resolveu expulsar Reinaldo Braga, ex-prefeito de Xique-Xique. Motivo: o ex-alcaide criticou a composição da majoritária da base aliada do lulopetismo da Boa Terra.
Geddel, irmão de Lúcio Vieira Lima, presidente de honra do MDB, foi condenado e preso. O comando estadual da legenda desdenhou o assunto, sequer uma nota pública.
Agora, por um motivo político tão comum, que é não concordar com a posição do partido na sucessão estadual, o ex-chefe do Executivo de Xique-Xique é expulso do MDB.
De agora em diante vai ser assim: quem não obedecer a Geddel será expulso do MDB. E se falar mal do senador Jacques Wagner (PT) terá o mesmo fim: a defenestração.
Geddel já percebeu que o melhor conselho é ficar cada vez mais lado a lado com Wagner, que é quem decide sobre o PT e tem o poder de decidir sem se preocupar com o que pensa o governador Jerônimo Rodrigues.
Wagner virou uma espécie de Bolsonaro com o PL, dando às cartas do jogo. O que se comenta nos bastidores é que o melhor conselho para Jerônimo Rodrigues é aceitar o papel de coadjuvante do que contrariar o ex-chefe do Palácio de Ondina.
Quem vai ter a coragem de enfrentar a dupla Wagner e Geddel? A pergunta é oportuna e pertinente.
Pelo andar da carruagem, o governador Jerônimo Rodrigues, se cruzar os braços, vai terminar ficando refém da diabólica dupla Wagner/Geddel.
COLUNA WENSE, SÁBADO, 21.02.2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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