CIDADES Alagoinhas - BA
CAPS Folia celebra 23 anos de tradição e terapia extramuros
O colorido das máscaras e o ritmo das marchinhas tomaram conta do CAPS III Tom Brasil, em Alagoinhas, com a realização de mais uma edição do CAP...
10/02/2026 11h52
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Alagoinhas - BA

O colorido das máscaras e o ritmo das marchinhas tomaram conta do CAPS III Tom Brasil, em Alagoinhas, com a realização de mais uma edição do CAPS Folia. O evento, que já faz parte do calendário oficial da instituição há 23 anos, busca promover a socialização e o entretenimento dos usuários da rede de atenção psicossocial, consolidando-se como uma ferramenta terapêutica fundamental.

O que começou como uma pequena comemoração interna, hoje é uma ação de grande escala. Para Valdimeire Melo, coordenadora geral do CAPS III, a festa vai muito além da diversão. “Muitos dos nossos usuários não frequentam o carnaval de rua. Trazer essa vivência para cá é uma forma de conectá-los com o mundo lá fora. É uma terapia que eles pedem, cobram e se envolvem completamente”, explica a coordenadora.

A iniciativa é um exemplo prático da política de atenção psicossocial que busca romper os muros das instituições. O coordenador municipal de Saúde Mental, Moacir Lira, ressalta que o CAPS Folia reafirma os princípios da luta antimanicomial. “É um CAPS que acontece na rua, na chuva, na fazenda e no Carnaval. Nossa estratégia é garantir que o usuário participe das agendas culturais da cidade, seja no São João, no 07 de Setembro ou agora na folia. O projeto terapêutico precisa extrapolar os muros da unidade”, destaca Moacir.

Além da celebração, o período é utilizado para ações educativas intensas. Durante toda a semana, os profissionais realizaram oficinas e salas de espera abordando temas cruciais, como a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), os perigos da interação entre álcool e medicação, o combate à violência e o assédio contra a mulher.

Além disso, através da oficina “Mãos que Criam”, os próprios usuários confeccionaram os adereços, máscaras e enfeites de cabelo que compuseram a ornamentação da unidade. “Essa produção artesanal gera um sentimento de pertencimento. Ver o ambiente decorado com o que eles mesmos produziram eleva a autoestima e fortalece o engajamento no tratamento”, conclui Valdimeire.