Estabelecer metas financeiras eficazes é essencial para quem deseja organizar o orçamento e poder realizar sonhos pessoais e familiares. Antes de pensar nas metas, no entanto, o primeiro passo é identificar o objetivo: aquilo que se deseja alcançar. O gerente de Suporte do Escritório de Projetos (Eproj) do Banese, e responsável pelos treinamentos sobre educação financeira realizados pelo Banco, Marcelo Antonio da Silva, explicou que a identificação do objetivo deve ser feita de maneira clara, permitindo transformar vontades em conquistas reais, como ter uma boa moradia, ensino de qualidade ou um carro novo.
As orientações sobre como definir metas financeiras eficazes é um dos tópicos ensinados no programa “Cidadania Financeira” do Banese, que vem ampliando o acesso da população sergipana, tanto na capital quanto no interior, à educação financeira, através de ações realizadas junto à comunidade, a exemplo das feitas nas edições do ‘Sergipe é aqui’, até parcerias nacionais, a exemplo da firmada com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). É possível, ainda, encontrar orientações sobre o tema no site do Banese através do endereço https://www.banese.com.br/o-banese/educacao-financeira
“Informações sobre planejamento financeiro são tratadas constantemente pelo Banese, seja através do núcleo interno e dos Embaixadores da Educação Financeira que a instituição possui, e que participam como palestrantes de diversos eventos, ou da parceria com a Febraban para a plataforma ‘Meu Bolso em Dia’, cujo acesso está disponível no site do Banco”, explicou Marcelo Antonio.
As pessoas atendidas dentro do projeto são submetidas a uma pesquisa de saúde financeira, que oferece um diagnóstico da vida financeira do cidadão e o auxilia no planejamento de metas e no controle de gastos. “A população tem a oportunidade de se autoavaliar financeiramente e, a partir disso, receber orientações práticas sobre como melhorar a relação com o dinheiro. As ações fazem parte do compromisso do Banese com o desenvolvimento social e o fortalecimento da autonomia financeira da população sergipana”, completou o especialista.
Metas financeiras e prazos
De acordo com Marcelo Silva, após definir os objetivos a serem alcançados, o passo seguinte é estipular prazos. O curto prazo, equivalente a até 12 meses, é o tempo para resolver demandas mais imediatas, como quitar uma dívida, pagar impostos, a exemplo de IPTU e IPVA, ou as mensalidades da escola do filho. Já o médio prazo, de um a cinco anos, é o tempo ideal para metas que exigem mais planejamento, como trocar de carro ou fazer uma especialização. E o longo prazo, acima de cinco anos, envolve sonhos maiores, como comprar uma casa, planejar a aposentadoria ou garantir os estudos dos filhos.
Esses prazos podem variar conforme a realidade de cada pessoa ou família, por isso Marcelo Silva comentou que opta por trabalhar com o médio prazo de um a três anos. “Um casal jovem tem uma dinâmica diferente de uma família com filhos adolescentes, que consome mais, ou de um casal de idosos, que pode já ter uma reserva construída. Isso influencia diretamente no tipo de meta e no horizonte de tempo”, ressaltou o gerente de Suporte.
Marcelo Antonio afirmou ser fundamental que as metas sejam específicas, como, por exemplo, reformar a parede do quarto; mensuráveis, ou seja, definir o valor exato a ser poupado mensalmente; alcançáveis, se os objetivos são realistas e condizem com a capacidade de pagamento da pessoa; relevantes, ou seja, se fazem sentido para o bem-estar da família; e temporais, em quanto tempo a pessoa quer realizar o sonho. “As metas devem ser ajustadas à realidade financeira da família. E mais importante do que o valor é a disciplina e o comprometimento com o planejamento”, assegurou.
Construção de reserva
O gerente reforçou que, em regra geral, toda estratégia de planejamento financeiro deve considerar a constituição de uma reserva, que precisa cobrir imprevistos sem comprometer os recursos destinados aos sonhos e objetivos. “A reserva de emergência é o escudo do planejamento. Se você não a tiver, vai acabar usando o dinheiro de determinado objetivo para resolver o imprevisto”, alertou.
Além disso, ele destacou que, para qualquer objetivo, é importante poupar de forma contínua e, preferencialmente, investir os recursos. “O dinheiro reservado para um sonho ou objetivo não deve ficar parado na conta-corrente, deve ser investido com inteligência em títulos de baixo risco de forma a ter sempre um ganho superior à inflação”, observou. Entender como funcionam os produtos financeiros é um passo essencial para quem quer ter tranquilidade, pois esse conhecimento é o que permite agir rápido em uma emergência, aproveitar uma boa oportunidade de compra ou financiar um bem de forma consciente.
“É importante sempre manter o controle orçamentário, garantindo que qualquer parcela caiba no bolso. Planejar é essencial, mas conhecer as ferramentas que viabilizam seus sonhos é o que torna possível realizá-los”, ensinou Marcelo Antonio.