A matéria de hoje do sempre bem informado site Política Livre, de que o Governo da Bahia vem tirando o nome Luís Eduardo Magalhães das escolas estaduais, mais especificamente dos Colégios Modelos, acirrou ainda mais a disputa pelo comando do Palácio de Ondina, com o governador Jerônimo Rodrigues buscando o segundo mandato (PT-reeleição) e ACM Neto (União Brasil) a concretização do seu sonho de governar a Boa Terra, a de todos os santos e orixás, de um invejável sincretismo religioso.
A mais recente mudança, entre outras que já aconteceram, foi publicada no Diário Oficial do Estado de ontem, sexta-feira (9). O Colégio Modelo que leva o nome do ex-deputado federal, em Salvador, na avenida San Martin, passa a ser chamado de Colégio Estadual de Tempo Integral Paulo Freire.
Lembrando ao caro e atento leitor que as mudanças vêm ocorrendo em toda Bahia, como em Guanambi, Camaçari, Malhada, Boquira e outros municípios.
A pergunta, que é oportuna e pertinente, é se essa iniciativa, de uma gigantesca ingenuidade política e eleitoral, vai chegar a Itabuna. Não se sabe qual será a posição do prefeito Augusto Castro (PSD), que integra a base aliada do lulopetismo, diante da retirada do nome de Luiz Eduardo Magalhães, filho de Antônio Carlos Magalhães (ACM).
Na modesta opinião da Coluna Wense, o governador Jerônimo Rodrigues comete um erro que pode dificultar ainda mais sua legítima pretensão de se reeleger, de igualar seu currículo político ao do senador Jaques Wagner e do ministro Rui Costa, que conquistaram dois mandatos.
A infeliz iniciativa só vai alimentar o discurso da oposição de perseguição política. Era tudo que o netismo queria. É muita ingenuidade.
O tiro vai sair pela culatra.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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