A declaração de Jaques Wagner (PT) de que ele e Angelo Coronel (PSD) vão disputar a permanência no Senado, via instituto da reeleição, aumentou o imbróglio em torno da composição da majoritária da base aliada do lulopetismo da Boa Terra.
O disse-me-disse que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) não será candidato a um segundo mandato voltou a circular nos bastidores, tanto do governismo como da oposição, o que fez o chefe do Palácio de Ondina confirmar sua candidatura.
Uma majoritária encabeçada por Rui Costa, disputando o governo da Bahia, com Wagner e o Coronel ocupando as duas vagas para o Senado, é considerada imbatível, até mesmo pelo netismo.
O senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, diz que vive uma "posição delicada", se referindo ao dilacerante dilema de defender os interesses do partido sem romper com a aliança com o PT. Salta aos olhos que esse "interesse" diz respeito a Angelo Coronel em relação à composição da majoritária, que vem sendo conduzida para ser puro-sangue, 100% petista, também rotulada de "chapa da soberba".
Essa "posição delicada" do dirigente-mor do PSD ficou mais acentuada depois que recebeu o apoio de Jerônimo na indicação de Otto Filho para o Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Esse pega-pega na composição da majoritária está longe de ter uma solução que agrade a todos. O que se espera é muito cinismo, ingratidão e apunhalada pelas costas, sem dó e piedade.
PS - Em conversas reservadas, com correligionários bem próximos, o governador Jerônimo Rodrigues tem demonstrado uma certa irritação com as insinuações de que não será candidato à reeleição. O pior é que a conversa vem dos próprios "companheiros". "Quem vai escalar sou eu", diz a maior autoridade do Poder Executivo estadual se referindo à majoritária.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 07.01.2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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