ARTICULISTAS DEVER DO ESTADO
ARRECADAR COM RESPONSABILIDADE: dever do Estado e resposta da sociedade
reforma tributária 2026: Reflexões sobre impostos, serviços públicos e a obrigação dos governantes de fazer o dever de casa. por CRISPINIANO DALTRO
26/12/2025 13h48 Atualizada há 4 semanas
Por: Carlos Nascimento Fonte: por CRISPINIANO DALTRO

Assistindo a um vídeo no TikTok, de autoria de @jarbaslemos, cheguei à seguinte reflexão.

Peço desculpas a quem pensa de forma contrária, mas concordo com essa política desde que os serviços públicos funcionem de verdade. Falo de limpeza das cidades, atendimento digno na saúde, especialmente nas emergências, manutenção adequada das escolas públicas e outras áreas básicas que impactam diretamente a vida da população.

O problema central está nos governos, ou melhor, em muitos governantes. Em especial, gestores políticos sem formação acadêmica em administração pública, como ocorre com grande parte dos cerca de 5.700 prefeitos do país. Aproximadamente 90% deles não produzem riqueza local, não geram desenvolvimento econômico e sobrevivem quase exclusivamente de verbas carimbadas dos entes públicos. É importante lembrar que o próprio governo federal também não produz riqueza direta, mas tem a responsabilidade de arrecadar e distribuir corretamente as centenas de tributos existentes.

Diante disso, considero essa política interessante, desde que o governo cumpra o seu papel. Se fizer o dever de casa, tenho convicção de que a arrecadação será positiva. O próprio cidadão comum, o taxista, o motorista de aplicativo, a costureira, o vendedor autônomo e tantas outras ocupações serão os primeiros a cumprir com suas obrigações. Isso acontece quando as pessoas percebem retorno, respeito e melhoria real nos serviços.

Por outro lado, se nada mudar, se não houver avanços concretos, a tendência é que, aos poucos, muitos deixem de cumprir seu papel de cidadão. E isso independe de rótulos ideológicos, não é questão de direita ou esquerda, mas de descrédito generalizado diante de políticos que, independentemente do discurso, continuam se beneficiando do sistema sem abrir mão de privilégios.

Nesse contexto, é fundamental que Jerônimo e os 417 prefeitos se organizem. A criação de um painel transparente de arrecadação do Estado e dos municípios pode ser um caminho. Com dados claros, acessíveis e objetivos, o povo passa a entender melhor para onde vai o dinheiro e em que medida essa lei realmente funciona.

Arrecadar mais só faz sentido quando o Estado entrega mais e melhor. Transparência, gestão responsável e serviços públicos eficientes são a base para que a sociedade confie, participe e cumpra seus deveres. Sem isso, qualquer política fiscal nasce fadada ao desgaste e à desconfiança.

Texto de autoria de Crispíniano Daltro

Orientações da Reforma Tributária para 2026
(*) Conheça as orientações sobre a entrada em vigor da CBS e IBS a partir de 1º de janeiro de 2026.

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