ARTICULISTAS “toma lá, dá cá”
BOLSONARISMO, CENTRÃO E A REELEIÇÃO DE LULA
O filho mais velho do ex-morador do Alvorada foi o escolhido para representar o clã Bolsonaro no pleito presidencial de 2026. A polarização lulismo versus bolsonarismo volta à tona. por MARCO WENSE
06/12/2025 07h03 Atualizada há 2 meses
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, SÁBADO, 6 DE DEZEMBRO DE 2025.

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que se encontra preso por tentativa de golpe de Estado, resolveu lançar o senador Flávio Bolsonaro para disputar à sucessão de Lula. 

O filho mais velho do ex-morador do Alvorada foi o escolhido para representar o clã Bolsonaro no pleito presidencial de 2026. A polarização lulismo versus bolsonarismo volta à tona.

Das duas, uma: ou o bolsonarismo não confia em Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou é uma estratégia para Flávio (PL-RJ) ser o vice do governador de São Paulo. 

Em relação a primeira hipótese, quem acompanha a modesta Coluna Wense sabe que venho dizendo que a família Bolsonaro não confia em Tarcísio. O receio é de que uma vez eleito, o chefe do Palácio dos Bandeirantes daria um chega pra lá no bolsonarismo, criando sua própria luz, o tarcisismo. 

No tocante a Flávio ser o vice de Tarcísio, a estratégia é muito comum no movediço, cruel e traiçoeiro mundo da política. Se lança candidato para ser um forte postulante a compor a chapa como vice.

Como fica o chamado centrão diante da decisão de Bolsonaro de lançar o número 1 como o presidenciável do bolsonarismo? Lembrando ao caro e atento leitor que o centrão dava como favas contadas a candidatura de Tarcísio. E iria reivindicar a indicação do vice.

Para acalmar o centrão, que passa a ser imprescindível para a campanha de Flávio, a vice será oferecida, bem como o comando de ministérios e posições outras no primeiro escalão. Se não houver o "toma lá, dá cá", nada se resolve. 

E os governadores de direita que se autoproclamavam como presidenciáveis e, ingenuamente, mantinham a esperança de ter o apoio de Bolsonaro, vão continuar como pré-candidatos? Falo de Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Romeu Zema (Novo-MG). 

Quanto a Tarcísio, não adiantou fazer cafuné em Bolsonaro com atitudes para agradá-lo, entre elas contundentes críticas ao STF, o uso do boné preferido de Donald Trump e chamando o ministro Alexandre de Moraes de "tirano"

Todo esse imbróglio na direita só faz robustecer a opinião no petismo de que o quarto mandato de Lula passa a ser só uma questão de tempo.

Concluo dizendo que a cisão no campo da direita é o maior "cabo eleitoral" da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 COLUNA WENSE, SÁBADO, 06.12.2025.

(*) MARCO WENSE, advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:

• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");

• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;

• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;

• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.

- Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.

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  (*) COLUNA WENSE circulando nos gabinetes dos deputados e senadores.

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