ARTICULISTAS “tábua de salvação”
BOLSONARISMO, RELIGIÃO E POLÍTICA
A estratégia do clã Bolsonaro, já que não existe outra, é colocar a religião como “tábua de salvação” da sobrevivência política do bolsonarismo. Usar o nome de Deus em vão. 
27/11/2025 12h34
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 26 DE NOVEMBRO DE 2025.

A estratégia do clã Bolsonaro, já que não existe outra, é colocar a religião como "tábua de salvação" da sobrevivência política do bolsonarismo. Usar o nome de Deus em vão. 

Não é possível que uma família que se diz tão religiosa desconheça o Êxodo 20:7 no terceiro mandamento: "Não tomarás o Nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu Nome em vão"

Deus não merece ter seu nome usado para oxigenar interesses políticos e eleitoreiros de quem quer que seja. Que deixem Deus fora desse movediço, cruel e traiçoeiro mundo da política, desse lamaçal do vale-tudo para conquistar o poder. 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que era o único filho do ex-presidente Bolsonaro que tinha possibilidade de disputar à sucessão de Lula, fica dizendo que o último ato de tirar o presidente Bolsonaro da prisão domiciliar foi assentado na "intolerância religiosa". 

Os que discordam do uso do nome de Deus em vão, principalmente no processo político, cada vez mais fétido, cheirando ao que o gato esconde na areia, é logo chamado de ateu ou comunista. 

Os bolsonaristas, pelo menos os mais ingênuos e apaixonados, continuam acreditando que a tentativa de Bolsonaro de se livrar da tornozeleira eletrônica é uma deslavada mentira, mais um "fake news".

É incrível. O próprio Bolsonaro declarou em vídeo que tentou violar o dispositivo. Acredite se quiser, caro e atento leitor: tem ainda bolsonaristas dizendo que a gravação foi uma inteligência artificial. Tenha santa paciência! 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher, pré-candidata a senadora, diz que reza todos os dias "pela vida e pela alma de Moraes", que como cristã "não vai desejar o mal a ninguém".

Ora, ora, o responsável pelo agravamento do inferno astral do ex-morador do Palácio do Alvorada foi o senador Flávio Bolsonaro, que além de atirar no próprio pé, atira no do pai, assim como faz o outro filho Eduardo Bolsonaro, hoje morando nos Estados Unidos. 

Concluo dizendo que a alegação de "intolerância religiosa" não deixa de ser uma boa estratégia eleitoral. Mas é de um inominável cinismo.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 26.11.2025.

(*) MARCO WENSE, advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:

• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");

• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;

• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;

• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.

- Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.

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  (*) COLUNA WENSE circulando nos gabinetes dos deputados e senadores.

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