Criminalização da política e perseguição política são duas expressões que vêm sendo usadas pelo bolsonarismo, quase que diariamente.
A perseguição envolve até o Poder Judiciário, mais especificamente sua Alta Corte, o Supremo Tribunal Federal (STF). O bolsonarismo não cansa de dizer que a instância máxima da Justiça brasileira persegue Jair Messias Bolsonaro.
Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados, figura de destaque do chamado centrão, declarou que a prisão preventiva de Bolsonaro "criminaliza a política".
Quem criminaliza a política, senhor Arthur, são os próprios políticos. O ordenamento jurídico não tem "compadre". É assentado no preceito constitucional de que "todos são iguais perante a lei".
Paulo Amador da Cunha Bueno, advogado do ex-presidente Bolsonaro, ao ser questionado sobre a danificação da tornozeleira eletrônica, disse que é mais uma "narrativa".
É de lascar o cano, como diz o ditado popular. Bolsonaro confessa que danificou a tornozeleira, alegando que estava paranóico, em estado de alucinação, e ainda tem bolsonarista dizendo que tudo é mentira, uma narrativa, perseguição política.
Os que deveriam estar dando um bom exemplo, por ser "homens públicos", representantes do povo no Congresso Nacional, estão charfundados no lamaçal dos escândalos, sendo protagonistas.
Perseguição política? Criminalização da política? Querem que a Justiça tenha seus privilegiados, jogando na lata do lixo o preceito constitucional de que "todos são iguais perante a lei"?
O "dura lex, sed lex" (a lei é dura, mas é lei) tem que atingir a todos, incluindo aí o presidente da República de plantão. O rigor tem que ser o mesmo.
Concluo dizendo que o rico e o pobre, empresário da Faria Lima ou dono de uma budega, o político, com ou sem mandato, têm que ter o mesmo tratamento diante do "dura lex, sed lex", a lei é dura, mas é lei.
(*) MARCO WENSE, advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
- Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
Links da coluna:
(*) COLUNA WENSE circulando nos gabinetes dos deputados e senadores.
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