ARTICULISTAS Salve-se quem puder.
O ESCÂNDALO DO INSS E O FUNDO ELEITORAL
A conclusão da modesta Coluna Wense é de que a polarização do lulismo versus bolsonarismo não ocorre só no campo da política-partidária apontada nas pesquisas de intenções de voto. Nos escândalos também. É dois pra lá, dois pra cá. Por MARCO WENSE
16/11/2025 10h04 Atualizada há 2 meses
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, SÁBADO, 15 DE NOVEMBRO DE 2025

A instalação da CPMI do INSS foi efusivamente comemorada pelo PL, abrigo partidário de Jair Messias Bolsonaro, e por governadores bolsonaristas pré-candidatos no pleito presidencial de 2026.

O principal grupo político de oposição ao governo Lula 3, obviamente que me refiro ao bolsonarismo, dava como certo que somente o PT sairia chamuscado da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Que nada! Ledo engano. O tiro saiu pela culatra. Os dois governos estão charfundados no lamaçal, no escândalo da roubalheira do dinheiro dos aposentados e pensionistas.

A Polícia Federal está prestes a concluir que todo o esquema da roubalheira já estava em "pleno funcionamento" na gestão Bolsonaro, que mesmo tendo conhecimento através da imprensa e de uma avalanche de denúncias no Procon nada fez. Tratou o assunto com desdém.

O maior larápio do dinheiro dos aposentados e pensionistas foi José Carlos Oliveira, que pertencia ao quadro do INSS. Ao deixar o comando do ministério do Trabalho e da Previdência, Onyx Lorenzoni, braço direito e conselheiro-mor do então presidente Bolsonaro, indicou o traquino do José Carlos para seu lugar.

Os dois principais gatunos do escândalo, que pode ser considerado como o "escândalo dos escândalos", envolvendo bilhões de reais, roubando o dinheiro de pessoas humildes, que deram duro para conseguir uma aposentadoria, foram José Carlos Oliveira (Governo Bolsonaro) e Alessandro Stefanutto (Governo Lula). É aquele velho ditado popular: quem tem telhado de vidro...

Stefanutto já foi preso pela honrosa instituição Polícia Federal, na Operação Sem Desconto. Oliveira, que pode protagonizar uma bombástica delação, daquelas do "salve-se quem puder", terá que usar tornozeleira eletrônica.

A conclusão da modesta Coluna Wense é de que a polarização do lulismo versus bolsonarismo não ocorre só no campo da política-partidária apontada nas pesquisas de intenções de voto. Nos escândalos também. É dois pra lá, dois pra cá. E assim caminha a República Federativa do Brasil.

PS (1) - E por falar na República Federativa do Brasil, mais especificamente do Congresso Nacional, a Comissão Mista do Orçamento, aproveitando toda à atenção em torno do escândalo no INSS, aprovou uma proposta que eleva o fundo eleitoral para R$ 4,96 bilhões em 2026. Isso mesmo, caro e atento leitor: quase R$ 5 bilhões. E ainda tem parlamentar achando pouco. Só uma surra de cansanção na bundinha, diria minha saudosa vovó Nair.

PS (2) - O mais revoltante é que a dinheirama para bancar a campanha dos candidatos, o chamado fundo eleitoral, vem dos recursos destinados a políticas públicas, como a educação, saúde e assistência social. Ora, ora, que se dane o povão de Deus, lugar de chorar é no pé do caboclo.

COLUNA WENSE, SÁBADO, 15.11.2025

(*) MARCO WENSE, advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:

• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");

• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;

• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;

• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.

- Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.

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  (*) COLUNA WENSE circulando nos gabinetes dos deputados e senadores.

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