ARTICULISTAS “Cadeira do Dragão”.
“Heróis” de barro
Um alerta contra o esquecimento: Rommel Robatto relembra os horrores da tortura e critica quem deseja o retorno da ditadura militar.
04/11/2025 15h46 Atualizada há 3 meses
Por: Carlos Nascimento Fonte: rmmrtt@yahoo.com.br

É muito triste saber da existência de pessoas que não viveram a época da ditadura militar e a desejam de volta! Lembro-me, com lucidez, dos estudos dos sofistas gregos. Eles manejavam a palavra sustentando teses paradoxais e ideias inconciliáveis com a verdade. Eram os “fakes” da época! Confundiam tudo e todos.

Ao que me parece, há um grande número de da, escondida. Vários negam, infantilmente, a existência da terrível “Cadeira do Dragão”. Explica-se: era parecida com a de um simples barbeiro; o indivíduo era, obrigatoriamente, sentado nela e amarrado pelos pulsos, bem como, cercado por fios elétricos em sua língua, orelhas e órgãos genitais (enfia dos pela uretra). Nas mulheres, atingiam também seus seios e dedos. Para agravar a intensidade do choque, água era jogada sobre o corpo nu do rendido. Terrível e maquiavélica! As práticas negativas e psicológicas eram igualmente acompanhadas nestas sessões.

O preso ou a presa era compelido ou compelida a ficar ouvindo, em uma solitária, sessões de espancamento de outras pessoas antes de sua vez. A ameaça à sua família era também constante! O aparelho estatal servia, nesse dispêndio, de chicote e “justiça” aos seus objetivos mais medonhos. A nossa Constituição Federal, como sabemos, proíbe qualquer forma de tortura.

Que fique guardado na memória: nas eleições porvir não valorizem pessoas que pensam em burlar a magna Carta no seu devido processo legal, bem como, na ampla defesa, contraditório e direito ao silêncio, etc. Denunciem, sem receios, qualquer forma de violência humana! É também frontalmente uma mácula aos Direitos Humanos. Heróis de verdade lutam com suas vidas contra o crime organizado dos narcotraficantes e usam a força quando necessária. Válido o pensamento: “A tortura é uma experiência humilhante. A meta não é obter informação, mas castigar-nos e destroçar-nos tanto, que façamos o que as autoridades querem. Transformamo-nos em um exemplo para os outros, que ficam aterrorizados para sempre.” — Isabel Allende. Por fim, tornemo-nos são verdadeiros “heróis” de barro de um passado assustador! Reflitamos, pois!

ROMMEL ROBATTO

Contato: rmmrtt@yahoo.com.br

(*) Publicado no Jornal A Tarde, (Espaço do Leitor), edição de 04.11.2025

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