ARTICULISTAS DESUMANIZADOS...
A DESUMANIZAÇÃO CHEGOU AO SEU LIMITE:
ADEUS PARA QUEM É DE ADEUS E JÁ VAI TARDE: NÃO ME IMPORTA. por Marcos Souza
03/11/2025 00h30 Atualizada há 4 meses
Por: Carlos Nascimento Fonte: por Marcos Souza

Assunto do momento, mesmo já passado alguns dias da investida no complexo do alemão, com diversas manifestações sobre a ação, onde vimos julgamentos contra e a favor. Vamos tentar interpretar o cenário a partir do nosso ponto de vista.

Em nossa análise, pretendemos não etiquetar o operador de segurança pública, mas, faremos nossas considerações quanto a ação política e seus resultados, inicialmente podemos vislumbrar, que a ação em seu resultado, é meramente politiqueira por parte do governador do Estado do Rio de Janeiro e seus aliados, visto os delírios discursivos pós operação. Muito bem aí vamos nós, primeiro não podemos chamar de exitosa uma ação em que se tem mais de100 mortos, quatro deles operadores da segurança pública, sem contar dezenas de feridos não citados em momento pela cúpula responsável pela ação, estamos analisando aqui a quantidade de mortos, sejam os caracterizados como bandidos, sejam operadores da segurança, ficando excluídos dessa contabilização os ainda hospitalizados e feridos, os quais devem ser inclusos, lembrados e citados.

Um fato não pode ser esquecido, o número de armamentos recuperados, principalmente os de alto poder de fogo!

Mas com isso não se pode festejar sobre corpos expostos, como se fossem troféus, ali se desenrolou uma batalha onde vidas foram ceifadas, tanto de um lado como do outro, são vidas humanas, não podemos normalizar esse comportamento, se tornando deleite para politiqueiros de plantão, como as ocorridas nas arenas romanas através de gladiadores, contra miseráveis considerados inimigos do império, onde lhe colocavam espadas nas mãos, e lhes convenciam serem gladiadores, assim como quando o governador do Rio, nas primeiras entrevistas concedidas, informa um número expressivo de mortos, os quais seriam ligados a facção combatida, e apenas quatro policiais.

Apenas, essa foi a expressão usada, enquanto os feridos, e seus estados de saúde em nenhum momento foram citados, apenas quatros!!

Na verdade, a autoglorificação exposta pelo governador como exitosa, como se ele tivesse evolvido no confronto direto, como se vencedor fosse, na verdade é uma infâmia, tendo em vista que esse senhor desconhece e não faz a mínima ideia de como se desenrolam as ações nessas linhas de frente, onde pais de famílias estão expostos, a bem das suas sortes apegados cada um a suas crenças e fé, enfrentando seus medos, enfrenta outros homens, que da mesma forma, tem a crença de que pelo enfrentamento e matando, sairão vitoriosos e com vida. Isso mesmo, porque no imaginário do senso comum, se acredita que “o bandido não tem medo, e não tem nada a perder”, muito pelo contrário, somos todos humanos e o medo faz parte do nosso consciente,  ele sente o que todos nós sentimos, “o medo de perder a vida”, se assim não fosse eles não fugiriam, ou se escondiam em lugares mais improváveis possíveis, quando perseguidos pelas forças de segurança ou por seus desafetos, é a luta pela sobrevivência, um pelo orgulho, o outro pelas conveniências facciosas.

Para quem ainda não entendeu, aqui não está se elaborando defesa de bandidos ou acusações de pais de famílias no cumprimento de seu dever. 

Estamos falando de pessoas mortas de ambos os lados, falando de guerra, onde o confronto é certo e real onde são alvos pessoas, independente de lado, encontrando-se todos em situação de igualdade, quando o assunto é matar e morrer, com a diferença que um dos lados naquele momento, a sentença é mais que certa, o outro tem certeza do cumprimento do seu dever, é impelido por aqueles politiqueiros do momento, que deixaram de cumprir com suas obrigações para com a sociedade, e disparam com a retórica que eles estão servindo a uma pseudo sociedade, como se favela não fosse parte do contexto social, para ser considerada sociedade, ou será que favela é a dessocialização da sociedade? Podendo ser invadidas, desrespeitadas e destruídas, como os quilombos, as comunidades indígenas e canudos foram, todas registradas a história contemporânea.

Ainda convivemos em pleno século XXI, os mesmos desmandos dos senhores patenteados de plantão nos palácios. Denominados políticos, muitos deles insanos, e nossas forças de segurança, sob a batuta desses manipuladores da consciência alheia.

O discurso deles pode parecer convincente, para aqueles desvinculados de uma realidade de miséria e o descaso com a vida, esses mesmos que praticam a pena de morte e o genocídio como política de segurança pública, ficando o ônus na conta de pais e mães de famílias, que muitas vezes residem nesses territórios.

Queremos saber o estado de saúde daqueles que foram excluídos da lista de heróis, da mesma forma dos que o governador classificou como apenas quatro, bem como dos faccionados, afinal são corpos que mesmo desumanizados, não anônimos.

 (*) Marcos Antônio de Souza.

·      Formado em Licenciatura Plena em Educação Física - UCSAL

·      Mestre em Segurança Pública, Justiça e Cidadania - UFBA

·      Especializações: Metodologia do Ensino Superior - FESP/UPE

·      Especialização em Prevenção da Violência, Promoção da Segurança e da Cidadania – UFBA

·      Especialização em Planejamento Estratégico – ADESG

·      Especialização em Inteligência Estratégica – ADESG

·      Gestão da Investigação Policial, do Programa de Desenvolvimento

·      Permanente para Gestores da P. Civil e da P. Técnica – Fundação Luís Eduardo Magalhães/Academia de Polícia Civil. 

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