SINDICALISMO POLICIAL CADÊ A ÉTICA?
TRANSPARÊNCIA, CORAGEM E COMPROMISSO: o desabafo que sacudiu a ADPEB
Em vídeo direto e sem rodeios, o Delegado Jesus Pablo cobra ética e independência nas eleições da Associação dos Delegados de Polícia da Bahia, defendendo o fim da promiscuidade entre gestão e sindicato.
26/10/2025 12h27 Atualizada há 4 meses
Por: Carlos Nascimento Fonte: Delegado de Polícia Civil Jesus Pablo

O Delegado de Polícia Civil Jesus Pablo trouxe à tona uma pauta que há muito tempo ecoa nos bastidores da Polícia Civil da Bahia: a falta de transparência e o uso político da representatividade sindical. Em um vídeo contundente, ele reafirma a importância de separar, com clareza e compromisso, o papel do sindicato e o da administração pública.

Inspirado pela proposta do colega Felipe Neri, que defendeu que os candidatos à presidência da Associação dos Delegados de Poplícia Civil do Estado da Bahia - ADPEB se comprometam a não aceitar cargos na gestão durante o mandato sindical, Pablo foi além. Formalizou em cartório sua decisão de não assumir nenhum cargo na administração da Polícia Civil ou em qualquer esfera do poder público, tampouco disputar eleições políticas enquanto estiver à frente da entidade.

Mais do que palavras, um gesto concreto: o delegado registrou uma multa de 200 mil reais, dez vezes superior ao valor inicialmente sugerido, para deixar claro que seu compromisso é inegociável. Uma postura que expõe, sem filtros, o abismo entre o discurso e a prática de muitos que tratam o sindicato como trampolim político.

Se todos tivessem a mesma coragem de abrir mão dos privilégios e se comprometer publicamente com a ética, talvez a ADPEB não precisasse de promessas em vídeo para recuperar a confiança perdida.

O fato é que a entidade não pertence a grupos nem a interesses pessoais — pertence aos delegados da Bahia, e não aos que confundem representatividade com autopromoção.

Abaixo a íntegra do vídeo desabafo/compromisso de Jesus Pablo.

Transcrição do vídeo:

“Olá, colegas.

Muito tem se falado ultimamente sobre a falta de transparência no trato das nossas questões sindicais. De fato, vimos episódios recentes que trouxeram desconfiança. Isso não é segredo. Aliás, essa é a voz corrente.

Recentemente, o colega Felipe Neri, referência por sua retidão e coragem, falou de maneira firme e bastante assertiva sobre o tema. A mensagem cobrou que os candidatos a presidente nas chapas para as próximas eleições da ADPEB se comprometessem a não aceitarem cargos na administração da nossa instituição durante o mandato sindical.

Achei a proposta muito mais do que apropriada. Afinal, não queremos ver o futuro repetir o passado. Ele sugeriu, então, que fosse feito um registro em cartório desse compromisso, indicando para tanto uma multa de 20 mil.

Me comprometi em documento registrado no cartório do segundo ofício de registro de títulos e documentos a não apenas não aceitar qualquer cargo na gestão da Polícia Civil ou da Administração Pública, como também a não sair candidato em eleições, seja para deputado estadual ou federal.

Quanto à multa, me comprometi não a um depósito de 20 mil, mas de 200 mil reais — dez vezes mais — para que a mensagem fique dez vezes mais clara.

A sugestão foi excelente, Filipão, pois precisamos evitar ruídos e até aquelas maledicências, para que tudo fique bem às claras. Afinal, sindicato e gestão são serviços diferentes, que servem a senhores distintos, bem distintos.

Penso que, assim, com total transparência, a entidade voltará a ter a confiança dos associados e, com ela, a força necessária para lutar de verdade por nossos direitos.

A ADPEB não pode ser de uns poucos.

A ADPEB é de todos nós.

A ADPEB é de todos os delegados de polícia da Bahia.

Vamos juntos!”

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