Vejam a coincidência. Vi a notícia da disputa política em torno da nomeação do próximo ministro do STF. Quer dizer, então, que o presidente Lula tem que negociar com o ex-presidente e o presidente do Senado para exercer seu direito de fazer essa nomeação? Ora, se o nome de seu indicado não for aprovado, os votantes terão que explicar seus votos contrários.
Pois é, ontem, às 20h30, assisti na TV-5 Monde ao filme da história de Olympe de Gouges, dramaturga e ativista guilhotinada por decisão do tribunal de exceção criado e presidido pelo sanguinário Maximilien Robespierre, ex-deputado da Assembleia Nacional Francesa, após a tomada da Bastilha em 14/07/1989, em virtude de sua inabalável posição em defesa dos direitos das mulheres e da abolição da escravatura, porém, ao mesmo tempo, por se opor à execução do rei Luís XVI. Resultado: Robespierre e seus companheiros Danton e Marat acabariam tendo o mesmo trágico fim do rei e da rainha Maria Antonieta.
Vera Lúcia Santana de Araújo é neta de uma lavadeira negra e analfabeta, ou seja, gente que dá duro para sobreviver com dignidade, e filha de "Dona Rosália", minha professora de português no Ginásio Livramento de Nossa Senhora (BA), onde Vera Lúcia e eu nascemos. Seu pai, conhecido por Joaquim Preto, trabalhava para uma firma do ramo de comércio e beneficiamento de algodão da vizinha cidade de Brumado, e era respeitado e querido por sua boa estatura, lhaneza e ilibada conduta.
Naquela época, a Profa. Cleonice, afrodescendente, chamava carinhosamente de "Preto" ao seu marido, Dr. Altamirando Correia, médico e cujo avô paterno, o Sr. Abílio, de idêntica linhagem, era alto, esbelto, figura de destaque nas conversas de salão e nas festividades e se vestia como um lorde, com naturalidade, très fier de sua prosperidade e posição social. A Professora Rosália mudou-se décadas depois para Vitória da Conquista, onde fundou uma faculdade, da qual é presidente.
A Exma. Sra. Ministra Substituta do TSE Vera Lúcia Santana Araújo já é nacionalmente conhecida por sua luta em defesa dos direitos das mulheres e de todos os cidadãos, de maneira civilizada, comedida e afinadíssima com nosso Estado Democrático de Direito. Afinal, o lema Liberté, Égalité, Fraternité precisa continuar evoluindo em todo o Planeta.
Por Boanerges de Castro (Rio)
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