Se referindo a Luiz Fux, único ministro da Primeira Turma do STF que votou pela absolvição do ex-presidente Bolsonaro no julgamento da trama golpista, Valdemar Costa Neto disse, em entrevista à CNN, que Fux "pode ser candidato ao Senado".
A declaração de Valdemar, dirigente-mor nacional do PL, abrigo partidário do réu Bolsonaro, tendo em vista à aposentadoria de Fux, foi inoportuna e intempestiva.
Fux julgando Bolsonaro e Valdemar o convidando para disputar o Senado pelo partido que preside, que tem como principal filiado o ex-morador do Alvorada, condenado pela Alta Corte.
O convite de Valdemar me fez lembrar de Sérgio Moro, então juiz da Operação Lava Jato, que se enveredou pelo caminho da política assim que deixou a toga. Deu no que deu: virou ministro da Justiça do governo Bolsonaro.
Valdemar, com sua atitude inconsequente, cria no imaginário do eleitorado que Luiz Fux, assim que deixar de ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), vai se enveredar pelo mesmo caminho de Sérgio Moro, que chegou até a se declarar como presidenciável.
Que coisa, hein! Em plena efervescência do julgamento da tentativa golpista, da abolição do Estado Democrático de Direito, o senhor Valdemar Costa Neto convida Fux para ser candidato a senador pelo PL de Bolsonaro.
Já começam a dizer, em decorrência desse destemperado convite de Valdemar, que Luiz Fux será ministro da Justiça se Tarcísio de Freitas sair vitorioso no pleito presidencial de 2026.
Salta aos olhos, que não precisam ser tão grandes e arregalados como os da coruja, que Luiz Fux não deve ter gostado desse irresponsável convite.
COLUNA WENSE, SEXTA-FEIRA, 12.09.2025.
(*) MARCO WENSE, advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
- Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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