PIB deve crescer 3,7%, diz Mantega

No ano que vem, governo vai perseguir taxa de crescimento de 4,5% a 5%, segundo ministro da Fazenda
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo vai perseguir, em 2012, uma taxa de crescimento de 4,5% a 5%, repetindo o mesmo cenário traçado hoje pela presidente Dilma Rousseff. Em palestra para alunos do Curso Estado de Jornalismo Econômico, organizado em conjunto pelas redações do Estadão e da Agência Estado, o ministro disse, contudo, que a economia, neste ano, deverá crescer um pouco abaixo da taxa projetada pela Fazenda, de 3,7%.
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"O importante é o dinamismo da economia, que vem mostrando, de 2003 a 2010, crescimento ano a ano do PIB. A média de expansão no período foi de 4% ao ano, compensando inclusive o ano de 2009, que apresentou crescimento baixo", lembrando que antes o PIB crescia a uma média de 2% ao ano. Segundo Mantega, uma pergunta frequente é se o Brasil está preparado para enfrentar a crise. "O Brasil está até mais preparado do que em 2008 para enfrentar a crise", disse o ministro.
Ele acrescentou que o País tem hoje o sexto maior PIB do mundo, passou o Reino Unido e em breve vai superar a economia francesa. "É uma economia respeitável. Só perde em termos de taxa de crescimento para o PIB da China", disse Mantega.
Política fiscal sólida
Segundo o ministro, é muito importante para o crescimento da economia em 2012 a manutenção de uma política fiscal sólida. De forma simples, disse o ministro, significa que o governo deve economizar mais e gastar menos para evitar que a economia fique suscetível à crise externa.
Ele lembrou que, desde 1999, o Brasil vem conseguindo superávits primários ao redor de 3% e que esse patamar só não foi alcançado nos anos de 2009 e 2010. "Mesmo assim, conseguimos passar melhor do que outros países. E estamos caminhando para um déficit nominal zero", disse.
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De acordo com o ministro, o melhor termômetro da boa situação fiscal do País é a relação dívida-PIB, que vem se reduzindo em termos relativos e que em 2011 fechará em torno de 38%. Ele também discorreu sobre a política monetária, destacando a queda da taxa básica de juro.
No entanto, disse ele, o País ainda tem uma taxa de juro real "relativamente alta" e que o governo pretende perseguir uma redução dessa taxa ao longo de 2012. Ainda segundo o ministro, a taxa de juro real até novembro estava em 4,14%. "A taxa de juro vem caindo porque a economia vem desacelerando e a inflação está sob controle", disse ele.
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